sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os leitores e suas loucuras

Há quem acredite que ler livros é um sinal de inteligência. Discordo. A convivência diária comigo mesmo e as conversas com outros leitores me mostraram que somos tão atrapalhados, distraídos e imperfeitos quanto os não-leitores. Lemos não por superioridade nata, mas pelo desejo ingênuo (ou inconsciente) de tentar mitigar nossas falhas intelectuais. É um esforço divertido, mas de eficiência duvidosa. Sou uma prova viva disso. Já usei esta coluna para dizer as maiores obviedades, me contradizer e espalhar inúmeras bobagens. Errei as grafias de títulos de livros e nomes de autores. Chamei Franz Kafka de alemão – o coitado nasceu em Praga. Esqueci os créditos de tradução de um livro e tive de me desculpar, na caixa de comentários, com a própria tradutora. Graças à infinita tolerância da internet aos erros, essas bobagens foram corrigidas. Algumas desapareceram rapidamente; outras, vergonhosamente tarde. Que venham as próximas.  
Para quem ainda acredita que nós, leitores, merecemos crédito por nossa inteligência, Manual prático de bons modos em livrarias (Seoman, 232 páginas, R$ 32) é a prova definitiva do contrário. O livro é uma coletânea de textos publicados no blog homônimo, criado em 2011. Sua autora, a livreira Lilian Dorea, coleciona histórias engraçadas do cotidiano nas livrarias e relatos de conversas insólitas com fregueses. O resultado é um retrato bem-humorado de nossos piores momentos dentro de uma livraria, registrados por quem tem a paciência infinita necessária para nos atender. Depois de ler os relatos reunidos no livro, não me restaram dúvidas. A literatura é infinitamente vasta, mas nossa ignorância é ainda maior.
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Manual prático de bons modos em livrarias revela que somos incapazes de cumprir tarefas aparentemente simples, como reconhecer que uma livraria vende livros, que e-books não ficam em prateleiras e que o sujeito uniformizado com o crachá no meio da livraria é, sim, um vendedor.
Isso sem falar no nosso total despreparo para encontrar os livros que procuramos. É como se deixássemos o senso crítico na entrada da livraria e nos atirássemos numa série interminável de atitudes vexatórias. Desaprendemos a pedir "por favor" e a dizer "bom dia" aos livreiros. Procuramos Saramago nas prateleiras de literatura brasileira e Clarice Lispector nas de autoajuda – e ainda reclamamos quando eles não estão lá. As palavras e ideias se embaralham em nossas cabeças. Maquiavel vira o autor de O pequeno príncipe, Vade Mecum vira Mad Max e Herman Melville, de Moby Dick, vira o fundador da rede Starbucks. E há aqueles momentos em que, cegos pela nossa ânsia consumista, nos esquecemos de tudo sobre nosso objeto de desejo. Há quem chegue à livraria sabendo apenas a cor de sua capa do livro que quer comprar, ou uma palavra do título. E azar do livreiro se não conseguir encontrá-lo.
Atormentados pela convivência com esses leitores, alguns livreiros sucumbem e passam a agir como eles. A autora, impiedosa, não deixa de registrar esses momentos. Há o vendedor que confunde os romances de Agatha Christie com histórias de vampiros. Há a que mistura Ágape, do Padre Marcelo Rossi, com O Aleph, de Paulo Coelho. E outra que, incapaz de escrever o nome de Max Weber corretamente no sistema, tenta convencer o freguês de que um livro do autor não existe. (Há alguns anos, na seção de discos de uma grande livraria de São Paulo, perguntei ao vendedor sobre uma gravação do Requiem de Mozart. Ele respondeu, impassível, que Mozart não gravou nenhum rap. A história não tem nada a ver com o livro, mas tive de registrá-la aqui.) São falhas perdoáveis. Como escreve Lilian, "o delírio é contagioso". Todo livreiro é um leitor, antes de tudo, e está sujeito aos problemas cognitivos que nos acometem quando pisamos numa livraria.
Alguns leitores ou livreiros podem se identificar com as histórias e sentir vergonha de erros passados. Não importa. Lembre-se de que o senso comum é generoso com os leitores: conservaremos sempre nossa fama de inteligentes, apesar de todas as nossas bobagens. E podemos nos divertir com elas. É impossível ler o Manual prático de bons modos em livrarias sem rir dos leitores e de seus disparates. Para entrar no clima, não anote o título antes de procurá-lo numa livraria. Esqueça o nome da editora. Diga ao livreiro que você quer o livro daquela blogueira. Aquele com a capa meio cor-de-rosa.
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sete dicas para ler mais (e melhor)


DANILO VENTICINQUE
Administrar o tempo de leitura é tão importante (e difícil) quanto controlar as finanças pessoais. Notamos os grandes gastos, mas é a soma dos pequenos desperdícios que nos leva à falência. De nada adianta passar uma tarde inteira lendo no fim de semana se, nos outros dias, deixamos de aproveitar preciosas horas que poderiam ser dedicadas à leitura. Para vencer as pilhas de livros não lidos, ou ao menos controlar seu crescimento, não basta ser um leitor ocasional. O hábito da leitura deve unir disciplina e prazer. 
Estou longe de ser um exemplo. Minha rotina de leitura sempre foi caótica. Há semanas em que leio milhares de páginas e outras em que eu não chego a cinquenta. Às vezes, vergonha suprema, passo um dia inteiro sem tocar num livro. Mas os deuses da leitura são piedosos, e aguardam pacientemente até que nós, envergonhados, retomemos o hábito interrompido – não sem sentir um pouco de inveja dos leitores disciplinados, que parecem nunca falhar.
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A leitora mais disciplinada que conheci foi a americana Nina Sankovitch. Após a morte de sua irmã mais velha, uma apaixonada pela literatura, Nina decidiu homenageá-la lendo um livro por dia, todos os dias, durante um ano. Para compartilhar seu feito com outros leitores, ela publicava resenhas diariamente num blog. Ao final do desafio, narrou sua experiência em O ano da leitura mágica (Leya, R$ 34,90, 232 páginas, tradução de Paulo Polzonoff), lançado no Brasil em 2011. Conversei com Nina duas vezes: uma durante o desafio e outra pouco depois do lançamento de seu livro. Nas duas ocasiões, ela compartilhou alguns de seus segredos para ser uma leitora tão dedicada. Suas dicas não transformarão um leitor preguiçoso numa máquina de devorar livros, mas servem para nos lembrar de que é possível (e muitas vezes fácil) dedicar mais tempo à leitura.
1) Tenha sempre um livro ao seu alcance
Para um leitor prevenido, qualquer momento de espera pode se transformar num momento de leitura. Os entusiastas do livro digital podem usar um tablet ou até mesmo um celular. Bons aplicativos de leitura, como o Kindle e o Kobo, atualizam as marcações de página em cada dispositivo e permitem que a leitura continue sem interrupções. Quem prefere os livros de papel pode reservar um espaço na bolsa ou mochila. Somando as páginas lidas nesses minutos ociosos, é possível ler livros inteiros.
2) Aceite um desafio
Há algo em comum entre a leitura e o esporte. Um bom atleta é movido a metas, criadas para manter uma busca constante pela melhor performance possível. O mesmo deveria valer para os leitores. Depois que o hábito da leitura se estabelece, a tentação de permanecer na zona de conforto é grande. Desafiar-se é uma maneira de manter a forma. Nem todos são capazes de ler um livro por dia, como Nina. Ler um livro por semana, porém, é um bom começo. Quem já faz isso pode aumentar o número para dois ou três. Estabelecer um prazo também ajuda a criar coragem para enfrentar obras longas ou difíceis. "Quero ler A montanha mágica" é um desejo para a vida inteira, que pode ou não ser concretizado. "Quero ler A montanha mágica até o fim do mês" é uma atitude completamente diferente diante do livro – e, talvez, da vida.
3) Marque um compromisso
Ler por obrigação pode ser divertido – desde que a obrigação parta do próprio leitor. Para vencer as distrações do cotidiano e a tentação de deixar os livros para depois, reserve algum tempo todos os dias para a leitura. Alguns preferem ler na cama antes de dormir. Outros se sentem mais dispostos pela manhã, antes de ir para o trabalho. O importante é respeitar o tempo dedicado à leitura e, se possível, tentar estendê-lo. Aos poucos, ler se tornará um prazer cotidiano e o leitor se sentirá ansioso para encontrar-se novamente com os livros, como quem espera por um encontro ou um bom jantar.
4) Elimine as distrações
Durante seu desafio de um ano, Nina deixou de usar as redes sociais e de assistir à televisão. Também passou a ler menos notícias, para concentrar-se nos livros. O prazer proporcionado pela leitura, segundo ela, superou qualquer perda causada por essas mudanças de hábito. "Ler um livro por dia não me impediu de ter uma vida", diz Nina. "Pelo contrário. Minha vida tornou-se melhor, mais rica e satisfatória."
5) Varie para não enjoar 
Um erro comum de quem embarca numa maratona de leitura é tentar ler vários livros do mesmo autor ou do mesmo gênero, sem intervalos. O esforço provoca cansaço mental e leva, invariavelmente, à desistência. Isso vale principalmente para os clássicos da literatura. Alguns livros levam tempo para ser digeridos. Uma forma de descansar sem abandonar a leitura é intercalar obras literárias difíceis com livros mais leves, desses que podemos encontrar em qualquer supermercado. A lista de 365 livros lidos por Nina em um ano inclui clássicos da literatura universal, como Tolstói, mas também biografias de atletas, best-sellers e romances de ficção científica. "Ler livros de gêneros diferentes ajuda a manter a sanidade e amplia nossa visão de mundo", afirma Nina.
6) Crie um diário de leituras
A memória humana é limitada. Para muitos de nós, uma maratona de leituras é uma sobrecarga cerebral. Escrever um pouco sobre cada livro que lemos torna as lembranças mais acessíveis. Gosto de anotar ao menos uma frase de cada livro que leio. Nina, com sua disciplina invejável, escrevia resenhas inteiras. A escrita serve não só para nos lembrar de nossas leituras, mas também para nos ajudar a entender melhor os livros que lemos. "Escrever sobre cada livro me ajudou a conhecê-los mais profundamente e tornou a experiência de leitura mais satisfatória", diz Nina.
7) Compartilhe suas experiências 
Por mais fascinantes que sejam os livros, às vezes nos esquecemos deles. Felizmente, não estamos sozinhos. A leitura é um hábito solitário, mas também pode ser vista como um passatempo coletivo. Leitores atraem outros leitores, e compartilhar nossas descobertas literárias com amigos é sempre um prazer. Conversar sobre livros é uma forma de reacender, em nós e em nossos interlocutores, a paixão pelos livros – e a disciplina para nos dedicarmos a mais um dia de leituras.
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013



 

Os livros que fingimos ler

 Por que tantos leitores mentem sobre obras que não leram – e como desmascará-los

Inferno seria um exagero. Mas há um lugar no purgatório reservado para as pessoas que mentem sobre suas leituras. Muitos falam mal de quem compra mais livros do que consegue ler. Outros amaldiçoam quem larga uma obra pela metade. Ainda assim, há quem defenda essas atitudes e as considere naturais. Quanto a fingir ter lido um livro, todos os leitores com quem conversei concordam: trata-se de um pecado imperdoável. Já vi reputações ruírem e amizades azedarem por causa desse hábito.  
Bastam alguns meses de dedicação à leitura para que um bom leitor se dê conta de que nunca conseguirá ler todos os livros que deseja. A literatura é vasta, o tempo é finito e, para piorar, ainda temos de lidar com distrações como o amor, o trabalho e a família. Diante dessa injustiça, a maioria reage com resignação e trata de escolher bem cada livro, para não desperdiçar o escasso tempo de leitura. Mas há os que se rebelam contra a imensidão da literatura e decidam enfrentá-la com um passe de mágica. A mentira é, de longe, a forma mais eficiente de leitura dinâmica.
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Embora cada um tenha sua maneira peculiar de exagerar o conhecimento literário, alguns comportamentos se repetem. Podemos dividir os fingidores em duas grandes categorias. Há os mentirosos compulsivos, que se aproveitam da Wikipédia e de orelhas de livros para impressionar amigos com sua erudição instantânea. E há os mentirosos envergonhados, que se sentem compelidos a mentir sobre suas leituras apenas para não confessar ignorância diante de um interlocutor supostamente mais culto.
O mentiroso compulsivo pode ser reconhecido pelo tom enciclopédico de sua fala. Conversar com um deles é assistir a um desfile de nomes, datas e citações, com pouquíssimas impressões pessoais sobre a leitura. Sua ascensão é rápida, mas a queda pode ser dura: basta uma pergunta bem colocada para derrubar anos de falsas leituras. Sabendo disso, esses leitores estão preparados para responder às perguntas mais comuns sobre a obra e o autor. Contam, também, com sua capacidade para intimidar o interlocutor com todo seu conhecimento. Poucos ousam enfrentar um pedante bem preparado.
O mentiroso envergonhado é muito mais inocente. Mente apenas quando é pressionado. Numa conversa sobre livros, pode ser reconhecido pelo silêncio, pelos sorrisos e pelos meneios de cabeça. Faz gestos e exclamações de aprovação a cada menção a livros e autores que não conhece e, assim, aumenta seu repertório de livros não lidos. Poderia fazer perguntas e demonstrar interesse em saber mais sobre essas obras, mas prefere manter a pose de literato tímido. Alguns reforçam essa imagem ao usar o conhecimento enciclopédico para participar rapidamente da conversa, voltando em seguida ao silêncio dos sábios. Observe um deles em ação:  
– Isso me lembra aquela cena famosa da batalha de Waterloo em A cartuxa de Parma... – diz o pedante.
– Sim, do Stendhal! – emenda o envergonhado.
E pronto: esse fragmento de conhecimento literário é suficiente para que o envergonhado convença seu interlocutor de que leu A cartuxa de Parma. A vantagem desse método é que não foi necessário recorrer à mentira. Ele não disse que é um profundo conhecedor de Stendhal: apenas mencionou o nome do autor. E, convenhamos, não há nenhuma evidência de que o pedante tenha lido o livro. Eu não saberia dizer: confesso que também não o li, embora a nova edição esteja há alguns meses na minha estante.
Assim como o mentiroso compulsivo, o envergonhado raramente é desmascarado. Deve isso, em parte, ao bom senso de seus interlocutores. Se alguém se limita a balançar a cabeça em sinal de aprovação durante uma discussão animada sobre Ulysses, seria deselegante interromper a conversa para perguntar se ele já leu o livro. Até porque, numa conversa sobre Ulysses, o mais provável é que nenhum dos participantes o tenha lido – o que não os impede de continuar a discussão, para testar os limites de seu conhecimento enciclopédico. O acadêmico francês Pierre Bayard explorou esse tema brilhantemente em Como falar dos livros que não lemos. Eu poderia dizer mais a esse respeito, mas prefiro não fingir que li o livro de Bayard.
Por muitos anos, fui um mentiroso envergonhado. Precisaria dobrar o tamanho das minhas estantes para acomodar todas as obras que fingi ter lido. Com o tempo, aprendi a me divertir com minha própria ignorância e confessá-la sempre que possível. Mas não condeno os envergonhados que preferem manter a pose, e divirto-me sempre que vejo um deles em ação.
Minha relação com os mentirosos compulsivos é menos amistosa. Desmascará-los já foi um dos meus passatempos favoritos. A técnica mais óbvia, de tentar perceber imprecisões no que dizem sobre os livros, é a mais improdutiva. Exige muito conhecimento, e pode ser infrutífera contra um pedante bem preparado. Meu método favorito é outro: ignorar o que dizem sobre o conteúdo do livro e fazer perguntas sobre o ato da leitura. Quantas vezes você desistiu de ler Ulysses antes de conseguir ler o livro até o fim? Onde você estava quando terminou o último volume Em busca do tempo perdido, e como conseguiu encontrar tempo para ler a série? Que trecho de Guerra e paz mais te emocionou? Não há orelha de livro ou página na internet que ofereça respostas satisfatórias a essas perguntas. É divertido ver supostos conhecedores de Joyce, Proust e Tolstói gaguejarem diante de perguntas tão simples para qualquer um que tenha lido esses livros com prazer.
As tentativas de desmascarar pedantes renderam-me muitas risadas e alguns desafetos. Aos poucos, passei a me comportar melhor. Comecei a respeitar os mentirosos compulsivos ao me dar conta de que suas mentiras são, antes de tudo, demonstrações de amor à leitura. Há algo de tocante e quixotesco em suas tentativas de abraçar a imensidão da literatura, apesar de todas as limitações impostas pelo tempo e pela vida. Amar os livros que lemos não é o bastante. É preciso tomar posse de todas as grandes obras, mesmo as que nunca chegaremos a abrir.
 

sábado, 20 de julho de 2013

A Importância da Leitura

As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.

A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.

Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.

Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.
Por Eliene Percilia

Mundo dos livros








 



 

Mundo dos Negócios



No mundo dos negócios existem 3 fatores que determinam seu sucesso 1 oque vai negociar 2 com quem vai negociar e quem você é.
Alessandro Henriques teixeira